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Quimioterapia branca: saiba o que é e como funciona

Entenda como a quimioterapia branca atua no tratamento do câncer, quais os efeitos colaterais mais comuns e quanto tempo pode durar.

Quimioterapia branca: saiba o que é e como funciona.

O início de um tratamento oncológico costuma vir acompanhado de dúvidas, expectativas e de termos médicos que nem sempre são familiares. Entre eles, a expressão “quimioterapia branca” chama atenção, por ser frequentemente mencionada em consultas e nos relatos de pacientes. Compreender como esse tipo de terapia funciona, quando é indicada e o que esperar ao longo do processo é fundamental para tornar a jornada mais clara, informada e segura.

O que significa quimioterapia branca?

A chamada “quimioterapia branca” é um termo popular utilizado para se referir a determinados quimioterápicos que, após diluição, apresentam coloração translúcida ou incolor. Entre os medicamentos mais associados a essa denominação estão o paclitaxel, docetaxel, carboplatina e, em alguns esquemas, a ciclofosfamida. O nome se contrapõe ao termo popular “quimioterapia vermelha”, que se refere a drogas com coloração avermelhada, como as antraciclinas (por exemplo, a doxorrubicina).

Como funciona a quimioterapia branca?

quimioterapia branca é administrada por via intravenosa e pode seguir diferentes esquemas de aplicação, como semanal (a cada 7 dias), quinzenal (a cada 14 dias) ou a cada 21 dias, dependendo do protocolo adotado, do tipo de fármaco, do estágio do câncer e das condições clínicas do paciente.

Esses medicamentos atuam principalmente na inibição da multiplicação das células tumorais, interferindo em fases específicas do ciclo celular. Isso permite controlar a progressão da doença, diminuir o volume tumoral e, em alguns casos, preparar o paciente para outras abordagens terapêuticas, como a cirurgia ou a radioterapia.

Apesar da eficácia, a quimioterapia também atinge células saudáveis que se dividem rapidamente, como as da medula óssea, mucosas e folículos pilosos, o que leva a efeitos colaterais variados.

Quais são os efeitos colaterais mais comuns?

Os efeitos adversos da quimioterapia branca podem variar de acordo com o medicamento, a dose e a resposta individual de cada paciente. Entre os mais frequentes, destacam-se:

  • Dores musculares e articulares (mialgia e artralgia);
  • Edemas (inchaços);
  • Náuseas e vômitos;
  • Diarreia;
  • Imunossupressão (queda da imunidade);
  • Neuropatia periférica (formigamento ou dormência, especialmente em mãos e pés);
  • Fadiga intensa;
  • Alterações renais;
  • Alopécia (queda de cabelo).

A equipe médica acompanha de forma contínua a evolução do paciente, promovendo ajustes nas doses ou tratamentos de suporte conforme necessário, com foco na eficácia terapêutica, no bem-estar e na segurança.

O cabelo cresce durante a quimioterapia branca?

A depender do regime terapêutico e da sensibilidade individual, alguns pacientes podem observar o crescimento de fios finos ou esparsos durante o tratamento. No entanto, é comum que o crescimento capilar mais significativo ocorra cerca de três meses após o término da quimioterapia. Em alguns casos, estratégias como o uso de touca de resfriamento do couro cabeludo podem ser empregadas para reduzir o risco de queda capilar, especialmente em regimes com taxanos.

Quando a quimioterapia branca pode ser indicada?

Esse tipo de quimioterapia pode ser utilizado no tratamento de diversos tumores sólidos, como os de mama, ovário, endométrio (útero), próstata, pulmão, pâncreas, cabeça e pescoço e em algumas neoplasias hematológicas ou sarcomas, como o sarcoma de Kaposi. A escolha dos medicamentos depende do tipo histológico do câncer, do estágio da doença, da presença de comorbidades e da tolerância do paciente ao tratamento.

A quimioterapia branca pode ser contraindicada em casos de hipersensibilidade aos fármacos, disfunção hepática grave, alterações hematológicas não controladas, insuficiência renal importante ou neuropatias preexistentes, dependendo da droga envolvida.

Quanto tempo dura o tratamento?

A duração da quimioterapia branca é definida por ciclos terapêuticos, geralmente intercalados por períodos de descanso. Um protocolo comum envolve 4 a 6 ciclos, com infusões a cada 21 dias, mas esse número pode variar conforme a resposta ao tratamento, os objetivos terapêuticos (curativo, neoadjuvante, adjuvante ou paliativo) e o estado geral do paciente. Avaliações clínicas e exames de imagem são utilizados regularmente para monitorar a eficácia do tratamento e realizar ajustes, se necessário.

Quais cuidados tomar durante o tratamento?

Algumas medidas podem ajudar a minimizar os efeitos colaterais da quimioterapia branca e garantir melhores resultados:

  • Cumprir rigorosamente os intervalos entre os ciclos;
  • Relatar prontamente qualquer sintoma incomum ou efeito adverso ao médico;
  • Manter alimentação balanceada, conforme orientação nutricional;
  • Ingerir líquidos adequadamente para preservar a função renal;
    Evitar aglomerações e contato com pessoas doentes, especialmente em períodos de neutropenia;
  • Cuidar da pele com hidratação regular e proteção solar;
  • Ter uma rotina de sono adequada;
  • Priorizar momentos de descanso e autocuidado;
  • Realizar acompanhamentos médicos e exames de forma contínua.

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Revisão médica:

Dra. Fernanda Frozoni Antonacio

Oncologista Clínica

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