A cirurgia para epilepsia é uma opção de tratamento indicada para pacientes com epilepsia de difícil controle medicamentoso. O procedimento tem como objetivo remover ou modificar a área do cérebro onde as crises se originam. A indicação é feita após uma avaliação criteriosa com exames como vídeo-EEG e ressonância magnética. Quando bem indicada, a cirurgia pode reduzir significativamente ou até eliminar as crises epilépticas.
A epilepsia é uma doença que provoca mau funcionamento do cérebro por um tempo determinado. Essa condição é causada pela emissão de sinais, descargas ou impulsos elétricos incorretos emitidos pelos neurônios. Ela pode ser parcial (quando acomete um dos hemisférios cerebrais) ou total (quando acomete ambos).
Em geral, as crises duram alguns minutos ou segundos e desaparecem espontaneamente, podendo se repetir de tempos em tempos. No geral, essa é uma condição bastante comum que afeta diversos indivíduos, inclusive crianças. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, 50 milhões de pessoas no mundo vivem com a enfermidade.
Em alguns casos, medicamentos são suficientes para controlar a epilepsia e garantir a qualidade de vida ao paciente. No entanto, em alguns casos, a única opção é a cirurgia de epilepsia, com remoção ou desconexão de uma região do cérebro, para controlar as crises de forma total ou parcial.
Atualmente, existem alguns tipos de cirurgia para epilepsia, entre elas:
O seu médico de confiança saberá o melhor procedimento para cada caso conforme os resultados de exames neurológicos e complementares. A cirurgia é realizada por uma equipe multidisciplinar experiente, liderada por um neurologista especializado em epilepsia.
O indivíduo pode ter uma qualidade de vida melhor e experimentar maior sensação de liberdade e independência após a cirurgia de epilepsia. Em muitos casos, o procedimento pode até curar a doença. Quando não for curativa, a operação reduz significativamente as crises e o uso de medicações.
O diagnóstico de epilepsia é feito por meio de exames de imagem que fornecem detalhes do cérebro, como a ressonância magnética, além de testes como o eletroencefalograma.
Já para a realização da cirurgia de epilepsia, também é necessário realizar testes neuropsicológicos e uma série de exames laboratoriais. Isso é fundamental para definir qual área precisa ser alterada ou para saber se o procedimento não afetará regiões saudáveis.
Todo procedimento cirúrgico envolve riscos. Em relação à cirurgia de epilepsia, incluem-se danos neurológicos não intencionais, como hemorragia ou infecção, além de riscos na remoção do tecido cerebral. É importante ressaltar que as sequelas desta cirurgia são raras. Nos casos em que ocorrem, as mais comuns são:
Na Rede D’Or, você pode contar com especialistas para realizar a cirurgia de epilepsia em diversos estados brasileiros. Entre em contato com a nossa Central de Agendamento para saber as unidades que oferecem atendimento.