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Vitamina D: o que é, para que serve e por que manter níveis adequados é essencial

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O termo vitamina D engloba o ergocalciferol (vitamina D2), o colecalciferol (vitamina D3) e o calcidiol, que atuam tanto como vitamina quanto como um hormônio.

Além de um hormônio esteroide lipossolúvel essencial para o corpo humano, o grupo de compostos controla 270 genes, inclusive células do sistema cardiovascular. Ela ajuda o corpo a absorver cálcio, ajudando a ativar a mineralização do osso, tornando–o forte e saudável. A vitamina D ajuda a regular a adrenalina, noradrenalina (também chamado de norepinepherine) e produção de dopamina no cérebro, além de ajudar a proteger de depleção (perda ou diminuição de qualquer substância) de serotonina. Por esta razão, níveis baixos de vitamina D aumentam o risco de depressão significativamente.

Sua ausência pode provocar uma série de complicações, pois controla a concentração de cálcio no sangue e afeta o sistema imunológico.

A vitamina D tem como fonte principal a ação do raio ultravioleta do tipo B (UVB) na pele. Responsável por ativar a síntese desta substância, o sol promove de 80 a 90% da vitamina que o corpo recebe.

Alimentos como óleos de salmão, atum e sardinha, gema de ovo, fígado, leite, iogurte e queijos são fontes da vitamina, que também pode ser produzida em laboratório e ser administrada na forma de suplemento, em cápsulas ou comprimidos, quando há a deficiência e para a prevenção e tratamento de algumas doenças.

Quais são os sintomas de níveis baixos de vitamina D?

A deficiência (valores abaixo de 10 ng/mL) ou insuficiência (de 10 ng/mL até 20 a 30 ng/mL – novo valor de referência) da vitamina D em alguns pacientes pode ser assintomática, mas pessoas com níveis muito baixos podem apresentar sintomas de fadiga, fraqueza muscular e até dor crônica.

Além de problemas ósseos, existem evidências de que a falta de vitamina D pode contribuir também para o desenvolvimento de doenças como diabetes, mau funcionamento do sistema imunológico, doenças cardiovasculares, infecções, esclerose múltipla, doenças mentais — incluindo transtornos do humor e depressão e alguns tipos de câncer. Nestes casos, pacientes normalmente apresentam dor óssea, fraqueza muscular e podem ter fraturas.

Valores acima de 100 ng/mL são considerados elevados, com risco de hipercalcemia (quando a quantidade de cálcio no sangue é maior do que o normal) e intoxicação. Esta condição pode provocar confusão, depressão, dores de cabeça, constipação, náusea e sensação de sede.

É essencial realizar exames frequentes para acompanhar o nível de vitamina D, principalmente idosos.

Como é feito o diagnóstico?

Os valores de referência da vitamina D podem variar conforme o risco de perda óssea de cada paciente.

Para pessoas saudáveis com até 60 anos, os níveis adequados são acima de 20 ng/mL. Já em grupos com maior risco de perda óssea, como idosos ou pessoas com certas condições clínicas, recomenda-se manter entre 30 e 60 ng/mL. Quando os níveis ultrapassam 100 ng/mL, há risco de toxicidade e de hipercalcemia.

A interpretação dos resultados deve ser sempre feita por um médico, considerando o histórico clínico e o perfil individual de cada paciente.

O Richet realiza exame para dosagem da vitamina D em todas as suas unidades.

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